A forma como a mídia está conduzindo os 22 milhões de aposentados e pensionistas, que estão recebendo a primeira parcela do 13ª salário, estimulando com reportagens para que este dinheiro seja direcionado para pagar as dívidas com os Bancos e Cartões de Crédito é equivocada!
Claro que o pagamento das dívidas exige prioridade. Porém, isso deve ser feito sem o comprometimento da subsistência do devedor, ou seja, as necessidades de alimentação, medicamentos, vestuário, dentre outros, não podem ser relegadas a um segundo plano.
Quem está endividado, normalmente, compromete os pagamentos de telefone, luz, condomínio, remédios e até compras em supermercados. São esses os débitos que devem ser solucionados primeiro, isto é, PENDÊNCIAS COM A SUBSISTÊNCIA. Depois é que se procura solucionar os demais compromissos financeiros. Vale ressaltar, contudo, que uma negociação precisa ser feita entre o credor e o devedor para que não se pague juros altíssimos.
JUROS ABUSIVOS.
Todo mundo sabe que os juros cobrados na origem dos créditos são elevados; e mais onerosos ainda quando ocorrem atrasos nos pagamentos. Desta forma, é preciso barganhar, é preciso resistir, principalmente quando se negocia as dívidas cujos valores estejam dentro das possibilidades de pagamento dos pensionistas ou aposentados. Em outras palavras, urge que se invoque a lei em auxílio do cidadão de boa fé que está em dificuldades financeiras.
É preciso ter mais cuidado no que tange às reportagens que induzem as pessoas com edição neste estilo:
“Seu “Fulano já tem o destino certo do seu 13ª”: quitar sua dívida com o cartão de crédito ”. Ou, então, chamadas com manchetes assim:
“Adiantamentos do 13ª aos aposentados e pensionistas já tem destino certo: pagar dívidas com cartões de crédito e Bancos”.
E as dívidas com condomínio, luz, telefone, remédio e alimentação?
Tais tipos de endividamentos são os que ocorrem com mais freqüência. Por isso, carecem de uma solução mais rápida. Afinal, eles fazem parte do contexto do cotidiano de todos os cidadãos.
Um gênero de reportagem pode ter um efeito maior do que uma propaganda. Portanto, é preciso ter muito cuidado para que este efeito não seja apenas em beneficio dos credores que envolvem o sistema financeiro, reportagens devem ser esclarecedora e com orientações pertinentes as verdadeiras necessidades de uma classe que tanto vem sofrendo com os absurdos cometidos através dos empréstimos consignados em todo Brasil.